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Sobre culpares o tempo pelo que não és capaz

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Oiço cada vez com mais dificuldade alusões a falta de tempo. Quase na sua totalidade são alegações mentirosas fruto de juízos viciados. O tempo nem falta nem abunda, o tempo existe. Quando dizemos não ter tempo, devemos pretender dizer que não somos capazes de organizar as nossas vidas de modo tal que haja uma janela para alguma coisa extra, e ter mais tento nas vãs atribuições adicionais de propriedades ao tempo.

Por vezes não fazemos coisas alegadamente porque queremos dedicar o tempo que nos resta até uma dada data a preparar ou realizar uma tarefa. Tipicamente não gastamos a totalidade desse tempo que reservamos nessa tarefa: pelo meio metem-se muitas outras coisas, quase sempre distrações, para as quais escoa como num funil a nossa atenção. É caso para dizer, quem nunca se viu neste enredo que atire a primeira ampulheta!

Parece-me portanto de uma ingenuidade intelectual dar ao tempo a existência de uma pessoa e atribuir-lhe causalidade e querer próprio como muleta para fundamentar ineficiências, má gestão e fraca disciplina nossas. O tempo está-se marimbando para ti e para o que fazes, por isso não o culpes.


1 comentário:

  1. Bastante interessante a tua perspetiva. Realmente, são muitas as vezes que atribuímos a culpa do nosso comodismo à falta de tempo...Tempo é vontade de fazermos o que queremos fazer...se agora o que queremos - que me interrogo se realmente queremos - sim, porque quando quero fazer algo, e disse quero, eu tenho tempo, eu encontro uma brecha na futilidade de tempo perdido que tenho e converto-a em tempo útil...tempo outro que desperdiçaria a fazer nada, que é muitas vezes aquilo que quero fazer..mas tão pouco as vezes o admito...

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