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Sobre o maravilhoso filme Lion - A Longa Estrada para Casa, e lágrimas que valem a pena ser vertidas pela rehumanização

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O filme Lion (direção Garth Davis, argumento e história vida: Saroo Brierley) narra o duplo desencontro e encontro de uma criança indiana de nome Saroo que vai parar a Calcutá após se perder do irmão mais velho numa estação de comboio regional, acabando internado num orfanato sem condições de higiene e futuro. O destino de Saroo passa então por ser adotado e fazer vida na Austrália junto de um amável casal adotivo. Esta história, que também está disponível em livro, foi uma maravilhosa descoberta cinematográfica, daquelas que faz a experiência da sétima arte ainda valer a pena cultivar.

Certamente por ser um caso verídico cujo objetivo mor em cinema é narrar fielmente o que sucedeu, a história não perde tempo na exploração das emoções dos espectadores nos momentos mais susceptíveis, sem que isso impeça a evidenciação dos infortúnios de uma Índia frágil, suja e miserável, mesclada por uma cultura muito alegre e em flor. As cenas decorrem a ritmo vivaço, e se o espectador se emociona, fá-lo pela naturalidade dramática da história, e não porque a realização queira usurpar lágrimas aos mais sensíveis com manipulações genéticas.

Por este mesmo motivo, este filme toca como poucos o conseguem, e isso foi indubitável ao observar as pessoas em meu redor na sala de cinema. Suscita um tipo de lágrimas e emotividade que purificam, uma aceleração emocional que apela ao melhor de nós próprios, à força do amor e da vontade de viver e singrar na vida. Lion é um filme obrigatório em tempos de acelerada desumanização das pessoas.

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