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Sobre o estupendo filme Manchester by the Sea , e a desumana dureza que a vida às vezes tem, por culpa própria ou não

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Manchester by the Sea (direção e argumento: Kenneth Lonergan) é um filme único. Decorre em torno da personagem Lee Chandler (interpretada por Casey Affleck), que depois de ter tido filhos e os ter deixado de ter, é chamado inesperadamente ao papel de tutor de um sobrinho, e ao dramático regresso à terra natal onde todos sabem dos percalços e reviravoltas que enfrentou em vida, inclusive o divórcio.

Duro e nada user friendly, este estupendo filme convoca o espectador a sentir-se na pele de viver uma vida com o ubíquo e pesado fardo da morte, da culpa e da solidão resultantes de se terem cometido erros gravosos num passado que não se esquece a si mesmo. A própria voz de Lee é um  permanente sussurro doloroso, revelando uma falsa calma que a espaços desagua em violência gratuita.

O fim do filme é aberto, permitindo leituras e conclusões realistas: a minha é a que na vida é preciso de ter sorte, e certamente todos ambicionamos a tê-la. Porém, temos de estar preparados para o facto de que certos episódios são graves e impactantes o suficiente para ser legítimo não se se poder restituir a normalidade absoluta nas pessoas envolvidas.

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