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Sobre o filme Médico de Província, e o papel agregador da Medicina no séc. XXI, quer na ruralidade como nas cidades

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Fora das grandes metrópoles, mais precisamente nos meios ditos rurais, a vida e a saúde humana podem adquirir contornos sociais e funcionais muito próprios e singulares. A aparente maior escassez de recursos, tais como médicos e transportes, associada às maiores distâncias entre cada coisa e pessoa, e ainda ao envelhecimento das populações na Europa, faz com que a figura de um Médico de Província possa emergir como um promotor basilar de coesão social, um membro da grande família que é uma comunidade rural, e ainda um consultor de aspetos da vida dos pacientes que facilmente excedem as fronteiras da medicina.

Assim, Médico de Província (direção Thomas Lilti) conta a história do médico sénior Jean-Pierre Werner (pelo ator François Cluzet) e da médica encarregue de o substituir (atriz Marianne Denicourt) devido aos problemas de saúde vividos por aquele. Nesse contexto, a curva de aprendizagem que a doutora Delezia experiencia vai colocando a nu não só as especificidades protocolares do médico ir a casa dos pacientes, como também a necessidade da medicina se fazer acompanhar simultaneamente de uma humanidade inequívoca para com o próximo, na forma de uma tremenda entrega à causa humana.

Com personagens realistas, que privilegiam a naturalidade à estética de ecrã, Médico de Província é um convite pertinente e divertido à reflexão sobre as particularidade da vida na ruralidade, sobre o rumo e a prática da Medicina, e sobre o trabalhar por missão e não por dinheiro. Cinema deste quilate merece ser visto e falado, para bem da sociedade como um todo.

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