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Sobre a falta de racionalidade no homem ser um risco, do mesmo modo que o excesso dela o é

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Diz-nos a lógica que há 16 coisas que se podem dizer sobre duas coisas: A e B. Sabemos, porém, que numa conversa, num julgamento, num debate político, numa negociação, é utópico forçar a que alguém fique limitado a falar sobre duas e apenas duas coisas. Torna-se, portanto, incomportável o conjunto de combinações que podem surgir à medida que mais e novas coisas sejam adicionadas ao discurso e articuladas entre si.
  • Como saber expeditamente o que é verdadeiro? 
  • Como evitar perder tempo com o que não o é? 
  • Os nos dista da verdade: tempo para processar e chegar lá, ou sabedoria que atalhe caminho até ela?
  • Será alguma vez possível automatizar o apuramento da verdade pela digestão das possibilidades todas por um computador? E pela voz do homem mais perfeito à face da terra?
  • Sabendo que dificilmente nos debruçamos sobre todas as combinações das coisas que tratamos, o que guia um ser humano, nessas condições a tomar expeditamente decisões? Os usos e costumes, cuja base é cultural (temporal, social e espacialmente dependente)?
  • Como conciliar a lógica e com os usos e costumes?

Pela constação da abrangência possibilística que a lógica pura requer, percebemos que as ferramentas racionais que o homem possui, embora necessárias e inegáveis, não podem assumir uma preponderância tal que bloqueie a ação e a tomada de decisão em tempo útil. De onde se concluir que a falta de racionalidade no homem é um risco, do mesmo modo que o excesso dela o é.

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