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Sobre a invasão russa da Ucrânia, a solidariedade sem limites com as famílias ucranianas, e o não-retorno ético do excesso de poder político

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Sporophore Liquidis Chorus - Michel de Broin (2021)

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Existe o sentir vergonha alheia, como também existe o sentir misericórdia alheia ou pena sincera alheia. O drama da guerra é sobretudo a destruição emocional que gera. É doloroso demais testemunhar milhares de famílias ucranianas serem desagregadas à força, mulheres e crianças partindo fronteira fora e os homens da casa ficando para trás a defender o território, dando literalmente o peito às balas.

A comunidade ucraniana é a quinta maior em Portugal e eu arriscaria dizer que é uma comunidade invisível.  Soube integrar-se e ser indetetável entre os portugueses.  Talvez por isso doa como dói testemunhar os tantos e tantos ucranianos forçados a despedaçar os seus projetos familiares. Somos demasiado parecidos com eles.

Uma palavra de pena também para o povo russo. Manifestar-se por lá contra o ditador filho da putino pode dar até 15 anos de prisão, e no entanto já tantas ou mais pessoas o fizeram como as baixas de tropas russas sucumbidas em terreno ucraniano.  

Infelizmente esta guerra evidencia o que acontece quando se permite que pessoas erradas adquiram poder suficiente para se estarem a marimbar para a ética. Só com limites formais de mandatos, separação de poderes, diversidade de opções políticas, liberdade de imprensa e voto livre é que nos livramos destas trágicas repetições da história. Um triste apocalipse pós-pandémico...

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