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Precisamos de assumir culpas quando erramos, de aplacar os danos colaterais para que o mal que está feito possa ser mitigado, e preventivamente impedir a propagação de mais problemas implicados. Isto é anterior a qualquer preceito religioso, deriva da própria matemática intuitiva da vida em sociedade, onde o bem comum é buscado e preservado de comum acordo.
Não foi isto que este homem fez, e a fuga para parte incerta, que se descobriu ser a África do Sul, fê-lo ter de encarar um realidade de justiça e prisional ainda mais hostil. Numa entrevista de finalidade duvidosa, o banqueiro falou da esposa (em prisão domiciliária por ser cúmplice) e do amor desta às cadelas. Falou também da nobreza que é o suicídio em algumas culturas.
Pois bem, nobreza maior é assumir que estamos errados quando assim sucede, nobreza maior é enfrentar estoicamente as consequências dos nossos serros. Não há qualquer nobreza em morrer depois de fugir, de não dar a cara, de insistir na impunidade da trapaça. Chegar ao terço final da vida nestes termos, mesmo que podre de rico, é uma derrota extrema. A ganância tem perna curta.
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