Three kinds of Blue - Jon Setter (2018)
- "Complexidade e diferenciação emocional: conceção e fundamentação de um novo racional de avaliação de emoções", por David Guedes, 2015
"Pessoas com elevada granularidade emocional são capazes de relatar a sua experiência em termos discretos, traduzindo-a em termos qualitativamente diferentes. (…) . Do ponto de vista do vocabulário, a granularidade subentende a utilização de termos tão específicos quanto possível, discriminando a “zanga” de outros estados semelhantes ou mais específicos, como raiva, ira, frustração ou irritação (Lindquist & Barrett, 2008). De um ponto de vista desenvolvimentista, é frequente considerar-se que as experiências emocionais mais precoces partem de uma qualidade global de prazer e desagrado para uma diferenciação progressiva com contornos hierárquicos, isto é, com níveis consecutivamente mais específicos de emoções (Widen & Russell,2008)."
- "Fenómenos mentais na construção da linguagem", por Paulo Pereira, 2023/2024
"A capacidade de identificar diferentes estados emocionais corresponde à granularidade emocional, sendo que a presença de um maior leque de emoções lexicalizadas e representadas no mundo interior, em relação ao mundo exterior, significam uma granularidade emocional maior (Barrett, L. F. and Bliss-Moreau, E, 2009). Um indivíduo pode, por exemplo, referir-se a um estado de grande estimulação sem ser capaz de definir a sua valência; equivalendo nervoso a excitado, ou então não diferenciar raiva e tristeza. Há evidência de que uma granularidade emocional maior também resulta numa melhor capacidade de autorregulação emocional, melhor adaptabilidade social e perceção emocional nos outros, o que resulta numa melhor qualidade de relacionamentos e bem-estar (Tan et al., 2022). Adicionalmente, estudos apontam que a referência a uma emoção a partir da linguagem diminui a atividade em regiões cerebrais associadas à incerteza, como a amígdala, servindo para facilitar a interpretação de expressões faciais ambíguas (Lieberman et al., 2007)"
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