Le phare de Guilvinec (Premier état) - Bernard Buffet (1983)
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O patriarca e a matriarca assumem os papéis principais, ele pela subtracção recorrente das cenas em prol da sua intelectualidade e jornadas de retiro mental para raciocínio, ela pelo calor humano e tacto com que gere o marido, os oito filhos e os convidados, cuidando que todos se sintam atendidos.
Woolf tem o mérito de enfatizar como as pessoas não são só o que explicitam, desde logo porque tudo o que está implícito em cada pessoa - sejam traços de personalidade, sentimentos, egos, ou ideologias - condiciona silenciosamente as situações sociais (diálogos, decisões, iniciativas, preconceitos, hesitações) a ponto de poderem ter tanto ou mais interesse (literário) do que a descrição da ação e efemérides que as suscitam. A imagem de um farol, que tudo perscruta e ilumina, casa bem com a ideia-chave do livro.
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