Virtual Reality - Wich Chau (2022)
Pela WEB se potencia e concretiza uma vontade de conhecer ideias, lugares, pessoas, de uma forma nunca antes vista. Debruçamo-nos cada vez com maior devoção e naturalidade nesta dimensão da civilização humana. Preferimos mais espreitar pelo computador o vizinho do que sair de casa e ir espreitar como vai e com que anda entretido.
A nossa rua, aquela em que moramos, deixa cada vez mais de ser aquele por onde passamos momentos antes de entrar na garagem. Pouco ou nada tenderemos a saber sobre ela. A nossa rua é a internet. Entramos e cumprimentamos os vizinhos no chat. Ao clique certo temos o estado do tempo, tal qual o sentiríamos na nossa rua real. Ao clique certo podemos ficar a saber onde trabalha, com quem se dá, para onde foi de férias, de que música gosta e o que pensa do governo qualquer vizinho na nossa rua virtual.
Vamos criando sites e perfis, que vão sendo as nossas residências no meio virtual. Muitos são os que investem tempo e trabalho na criação de aparências e padrões que em todo lembram o efeito desejado na jardinagem de uma residência.
Se faltar o pão, o leite, o jornal, roupa, móveis, periféricos, consumíveis vários, ao clique certo entraremos na loja da nossa rua virtual, que nos possibilita a sua aquisição. A nossa rua física será apenas a ligação à realidade da qual dependerá a chegada física dos produtos à nossa posse.
Quem quiser amar ou conversar, ao clique certo encontra cafés nessa rua virtual, com gente disposta a dar-se a conhecer e desabafar.
Tudo convergirá numa vida híbrida. Ainda estamos longe da plenitude da virtualidade, mas aproximar-se-á o tempo em que talvez um ser humano nasça, viva e morra, absorto para a sua existência física, que nada valerá por não distar de um clique bem desferido.
A nossa rua, aquela em que moramos, deixa cada vez mais de ser aquele por onde passamos momentos antes de entrar na garagem. Pouco ou nada tenderemos a saber sobre ela. A nossa rua é a internet. Entramos e cumprimentamos os vizinhos no chat. Ao clique certo temos o estado do tempo, tal qual o sentiríamos na nossa rua real. Ao clique certo podemos ficar a saber onde trabalha, com quem se dá, para onde foi de férias, de que música gosta e o que pensa do governo qualquer vizinho na nossa rua virtual.
Vamos criando sites e perfis, que vão sendo as nossas residências no meio virtual. Muitos são os que investem tempo e trabalho na criação de aparências e padrões que em todo lembram o efeito desejado na jardinagem de uma residência.
Se faltar o pão, o leite, o jornal, roupa, móveis, periféricos, consumíveis vários, ao clique certo entraremos na loja da nossa rua virtual, que nos possibilita a sua aquisição. A nossa rua física será apenas a ligação à realidade da qual dependerá a chegada física dos produtos à nossa posse.
Quem quiser amar ou conversar, ao clique certo encontra cafés nessa rua virtual, com gente disposta a dar-se a conhecer e desabafar.
Tudo convergirá numa vida híbrida. Ainda estamos longe da plenitude da virtualidade, mas aproximar-se-á o tempo em que talvez um ser humano nasça, viva e morra, absorto para a sua existência física, que nada valerá por não distar de um clique bem desferido.
Publicação original: 07/2008
Revisão: 02/2026
