Procurar:

Mostrar mensagens com a etiqueta Ciência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ciência. Mostrar todas as mensagens

Sobre os produtos biológicos

Nos últimos anos temos assistido a uma avalanche do uso e abuso da palavra “biológico”, ou mesmo do prefixo bio.
Motivados possivelmente pela realidade da poluição, os produtos naturais criados sem recurso a técnicas explorativas que recorrem aos adubos e químicos preventivos de pragas, viram o adjectivo “naturais” perder força, e o surgimento do seu substituto, o termo “biológico”, esse sim temperador do sentido desse tipo de produção agrícola.
Ora parece-me que esta questão dos produtos serem designados biológicos no lugar de serem simplesmente naturais, termo este que contrapõe à possibilidade se serem artificiais, é uma questão do foro das marcas e da gestão das imagens de marca.
Os produtos que são alvo de químicos, de tratamentos, e que como tal crescem de forma produtiva e rentável, não deixando de ser produtos naturais, levaram a que fosse necessário conceber um termo para destacar de entre esses produtos naturais, aqueles que crescem de modo mais selvagem e descontrolado.
Só que o termo biológico, levado à letra, acrescenta muito pouco a esta discussão e diferenciação dos produtos. Ao fim e ao cabo, assim como os produtos naturais são aqueles que levando químicos ou não, dependem da natureza para se desenvolver, os produtos biológicos, devem ser aqueles que provêm da biologia, que são espécies da natureza. Tal dístico é ainda pior na promulgação da diferença que se pretende realçar, na medida em que direccionar a questão para ser espécie da natureza ou não, acaba não só por cair na questão de ser natural ou artificial, como acaba por subtrair à selecção aquele que parece ser o argumento principal em toda esta trapalhada: o recurso a produtos artificiais para optimizar o desenvolvimento natural.
No meu entender, usar e abusar do termo biológico, não só retira realidade ao tratamento dos produtos, como exige à pessoa um poder de abstracção sobre possível sentido da nomenclatura usada, tão à moda do senso comum.  
Ler mais...

Sobre o desiquilíbrio das áreas do conhecimento

As áreas do conhecimento estão longe de possuir idênticos níveis de apuramento e tal facto reflecte-se de uma forma nem sempre imediatamente perceptível no ensino, desde o básico ao superior.
De facto, os fracassos a matemática e a física, que fazem muitos alunos adquirirem anticorpos contra as disciplinas em si, são reflexo da impreparação dos alunos mas devem ser ressalvados salientando que essas áreas do conhecimento não são equiparáveis às outras, na medida em que embora sejam englobadas num mesmo ciclo de estudos, não significa isso que partilhem igualmente o desafio e o grau de dificuldade.
Não tenho dúvidas de que se o ramo do Português, da Biologia ou da Psicologia alcançassem semelhantes patamares de desafio intelectual devido à matéria em si mesmo exposta, os resultados da Matemática encontrariam irmandade nos das outras disciplinas. Não se trata de menosprezar a dificuldade das outras áreas do conhecimento, antes de honrar devidamente o facto de que nas ditas ciências exactas, o esforço de superação alcança expoentes máximos que só poderiam ser equilibrados ou por uma suavização das mesmas disciplinas ou então por um elevar da fasquia nas restantes, mas nunca pela sua simplista comparação que acaba por ser discriminatória.
Seria bom que se pensasse também neste tipo de questões, porque poderão ser eventualmente menosprezadas face à ilusão das estatísticas mas que na sua raiz poderá potenciar a desacreditação das ciências exactas como passaporte para o ensino superior, unicamente porque desmotiva os alunos devido à sua mais apurada complexidade, que exige dos alunos a aprendizagem de ferramentas desafiadoras mais cedo que outras disciplinas. Há que tratar da saúde à desigualdade injusta dos ramos de conhecimento a ministrar nas escolas, para que a saúde não se apodere das perspectivas de estudos todas devido à sua aliciante potenciação de resultados.
Ler mais...

Sobre a televisão: educando pelo écran

Já reparei várias vezes que quando tento vender a ideia de que na diversão televisiva se pode e deve aprender alguma coisa, como no visionamento de um filme, sou confrontado com a posição de que o objectivo da diversão que se busca pode não ser compatível com essa tal aprendizagem. Isto tem muito a ver com a associação cultural dada à aprendizagem, como sendo algo maçudo, cansativo e entediante.
Ora sendo o meio televisivo uma via altamente especializada na comunicação sensível altamente aliciante, acho não é muito difícil estimular as aprendizagens pela via televisiva. Não será necessário explicar, antes referir, que a televisão é de facto uma peça privilegiada na transmissão de mensagens pelo que a sua utilização pedagógica é altamente valorizável. A título do que já existe, devo confessar que as telenovelas já conseguem introduzir mensagens pedagógicas e estimular aprendizagens pela inclusão de temas complicados como a droga ou os abortos, apresentando-os de forma nada aborrecida, no decorrer do enredo, sem penalização do espectador. Também nos filmes isso acontece de forma constante, com eventuais reflexões e estimulações de eventos históricos como guerras ou crises. Ao contrário de textos anteriores, não serve este para mostrar aquilo que está mal a meu ver. Ao invés disso, sirvo-me desta intervenção para louvar esse estilo pedagógico no universos televisivo, e para fazer votos publicamente para que mais tempo de antena e privilégio seja dado e conferido aos que procuram fazer da diversão um ramo possível para o conhecimento.
Um reparo final apenas para evitar confusões: quando me refiro a conhecimento, que não se pense, também, que estou apenas a incentivar programação do género de concursos de cultura geral, uma vez que o conhecimento a que me refiro, é sobretudo todo o conhecimento que não seja tanto na arte de catalogar e resgatar memória, mas sim o que se insere no âmbito do saber pensar e no que pensar.
Ler mais...

Sobre o planeta em risco

Vende-se por todo o lado a ideia de que vivemos num mundo pior, cheio de desastres ambientais, naturais, ideológicos, éticos ou culturais contra a integridade do planeta. Tal avalanche, vista a olho nu, parece credível e rapidamente lhe sucede a desacreditação da qualidade do nosso planeta.
Tenho momentos de maior susceptibilidade a estas fés pessimistas, mas tento ao máximo comedir-me para não comprometer a racionalidade.
Ouvi já dizer que a razão deste sentimento de piora é resultado directo do aumento e rapidez do fluxo informativo. Arrisco dizer que é consequência disso e dos medos que cada evento gera, pois noto que depois de qualquer catástrofe ou notícia mais perniciosa, o foco de quem noticia volta-se para situações homólogas, criando um aura de presença do problema.
Cabe-me a mim dizer, talvez, que isto de se crer num mundo pior ou melhor, é uma empresa de humanos para humanos. O mundo nem está pior, nem melhor, o mundo abarca os homens e tudo o resto, logo o mundo é produto de tudo. Isto para recordar, apenas, que quando falamos no estado do mundo, frequentemente lhe atribuímos vontade e existência humana, vendendo depois a noção de que está em sofrimento.
Quem sofre e se desgasta com o estado do mundo, somos nós e apenas nós. Sugiro que se passe a falar mais nós, sempre que se trata de assuntos afectos ao mundo, dado que assim a perspectiva muda de figura, já que todo o egoísta se toca quando lhe passam o estandarte de primeira pessoa.
Isto de acharmos o mundo uma entidade, cria uma impessoalidade crítica, e faz-nos sofrer em no lugar de incitar à participação: parece que choramos a dor dos outros, quando no fundo, só com uma perspectiva nada condizente com a inteligência, não vemos que o ataque é pessoal, e que urge, portanto, um contragolpe à altura.
Ler mais...

Sobre o chegar mais alto

A natureza rege-se por mecanismos evolutivos e seleccionadores muito próprios, dos quais há muito nos achamos gratamente emancipados.
Da fuga à queda dos mais fracos, pela unificação da comunidade social surgiu a si agregado o acomodamento e a desvirtuação da ambição natural da natureza que é chegar mais alto, mais longe e mais perto, ou seja, progredir.
Quando numa nação não se aproveitam os recursos disponíveis, todos concordamos que está a haver uma má gestão. E o que dizer quando esses recursos são as faculdades mentais dos seus cidadãos? A falta de motivação para aprofundar e erguer ideias, içando-as para os temas de debate a fim de incentivar o trabalho de raciocínio deve constituir motivo de frustração para todos. A excessiva habituação ao presente da forma como é sentido, com a consequente adição de cegueira crítica e reflectiva é imagem de um mundo expectante, excessivamente à espera de Messias reais, como são os que revolucionam verdadeiramente as épocas com suas ideias e inovações. O medo da diferença de pensar, associado à ainda maior dificuldade de discordar de forma honrosa e pacífica só atesta a nossa medíocre tendência para o fraccionamento em clãs naturais contendo gente com tanta sintonia que estão sempre garantidas concordâncias constantes, para mal da busca pela verdade. O desvio das regras da Natureza pelo barrar da lei do mais forte, simplesmente veio em benefício de todos os que a interpretaram como medida facilitadora de paz e de inactividade aos que não se querem esforçar em prol de si mesmos ou dos outros que mutuamente o podem fazer também. A natureza premeia os mais fortes, os que chegam mais longe e mais perto com o domínio e a prevalência, mas nós, espertalhões, deixamos o domínio para uns e o mérito para outros, reservando para alguns o posto de parasitas que não se devem confundir com os incapacitados, esses sim merecedores do apoio dos fortes.
Ler mais...

Sobre as certezas e a verdade

As certezas, ainda que mais condenáveis do que as incertezas, por implicarem um posicionamento ou sentenciamento de uma forma de pensar, são, a meu ver, os vectores preferenciais com vista a um mais rápido caminho rumo à verdade.
Sendo a crítica, mais do que a sugestão até, uma forte de ferramenta no caminho do alcance da verdade, ela pactua com a certeza num aspecto crucial, ambas implicam uma exposição objectiva de um pensar, uma definição clara de mensagem, uma criação de fronteiras. Não conheço alguém que se proponha criticar as incertezas dos outros, pois essas são um campo ilimitado, sem fronteiras.
Aquando do acusar alguém de ter excessivas certezas, talvez se sugira pensar que esse mesmo existir de certezas possa constituir um convite maior à procura da verdade do que o silêncio daqueles que pautam a sua vida com tantas incertezas que isso se traduz numa inércia total ou relativização do mundo.
O método científico funciona na base da exposição e crítica, talvez por esse ser um mecanismo mais prático e fluido de tornar exequível a evolução do estado de ignorância em que a sociedade possa estar.
Ter certezas sobre diversos assuntos, além de poder ser visto como um esforço por ter êxito no panorama do conhecimento do mundo, deve ser observado mais como um exercício de autoconhecimento do que como sinal de ostentação. Quem exprime as certezas a que chegou ou que possui em si, não tem necessariamente de ambicionar a sabichão, podendo apenas estar a convidar-se para caminhar rumo à coerência e à uniformização do estilo de pensar, simultaneamente a que convida os outros a revelarem as suas próprias certezas sobre o assunto ou vestir o papel de crítico para bem de todos e para bem da vontade suprema de se chegar a um patamar superior após a discussão. Estes desígnios, tal como os expus, são parte dos motivos que me levam a escrever neste espaço da forma como o faço.
Ler mais...

Sobre a cronologia do estudo

O estudo, na vida de um homem, começa pelo imposto, passa em dada altura ao proposto e desemboca no suposto.
Tentei dar um pouco mais de civilidade à frase inicial, mas optei por manter a sua bruteza, finalmente, para que nela condensasse todo o conteúdo deste texto.
Motivei-me para esta escrita ao reflectir sobre o historial pelo qual passa um indivíduo no decorrer do seu crescimento escolar. Ao início, a escola exige das crianças o estudo, pela atribuição diária do tradicional trabalho de casa. Nesta fase procura-se principiar todo o ciclo do conhecimento e, como tal, recorre-se à imposição do estudo. Numa segunda etapa, a que reconheço variabilidade no surgimento, o indivíduo muda de paradigma, pois dá por si num meio que o estimula a estudar e que procura, de melhor ou pior maneira, fazer-se interessante de forma a que suscite vontade de estudar e aprender mais. Nesta altura, o estudo, pela razão de que existe de acordo com o imediato interesse do aluno, passa a ser um estudo do tipo proposto, onde o tutor sugere e o aluno faz-se valer de uma decisão de corresponder ou não.
A entrada na fase do suposto penso que não é certa e longe está de ser pacífica ou, em caso de preferência, de evitar atribulações. Acredito que muitas pessoas vivem vidas inteiras sem se aperceberem que deveriam entrar nesta fase para seu próprio sucesso e estabilidade. É que esta é a fase mais madura do estudo, a fase em que cada um deixa de depender do tutor e passar a chamar a si o estudo, buscando o saber de forma autodidacta e com o sentimento de total independência. De certa forma a vontade do indivíduo passa a ser o professor, e qualquer falta de empenho nesta fase conduz à culpabilização individual, pois cada um carrega o ónus de se concentrar no que entender devendo a sociedade exigir-lhe, sempre, que esteja preparado para qualquer vicissitude inesperada.
Ler mais...

Sobre as relações de conceitos

Dificilmente somos confrontados com a ideia de que é necessário saber ligar conhecimentos para se chegar algum dia à sabedoria absoluta.
Um homem que conhecesse todos os aspectos do mundo em que vive, nunca poderia ser um homem absolutamente sábio na medida em que apenas constituía uma base de dados suficiente para ressuscitar, através de exercícios de memória, informações avulsas. Existe algo superior à catalogação de conhecimentos, que é a relação dos conhecimentos. Um relacionamento do total de conhecimentos passíveis de catalogação traria um rol infinito de novos conhecimentos, que, por sua vez, poderiam ser outra vez sujeitos a novo cruzamento por relações, de forma ciclicamente infinita.
A falta de entendimento da veracidade deste processo mostra de forma clara a nosso distanciamento da sabedoria absoluta. Tendemos a relacionar corriqueiramente de forma viciada, culminando cedo de mais em conclusões a que ousamos chamar de conhecimento. Se o mundo se resumisse ao peixe, ao tomate e às batatas ninguém seria sábio absoluto apenas por conhecer estes 3 dados base: faltaria pelo menos a noção de caldeirada.
Temos então sabedoria como um processo duplamente árduo, de catalogar as premissas do mundo, passo pelo qual ficamos quase sempre, e a etapa de relacionamento total para a obtenção do verdadeiro conhecimento racional, o único que faz a diferença, pelo potencial criativo e inovador.
Fico tentado, posto isto, a atestar que tendo, cada vez mais, a apreciar aqueles que são capazes de fazer asserções espontâneas de conceitos de menos óbvia conexão; em detrimentos dos que se revelam autênticas enciclopédias ambulantes. Farto do estereótipo de sabedoria actual, começo a procurar ser eficiente no relacionamento aleatório de conceitos, pois aí reside o verdadeiro desafio da natureza humana.
Ler mais...

Sobre a fragilidade do conhecimento

Qualquer abordagem visando a temática do conhecimento traz consigo a árdua tarefa de definir o conhecimento, de o qualificar enquanto fenómeno ou processo cognitivo. Conhecer, reconhecer, lembrar, saber, distinguir, definir ou explicar são todos termos que se tocam e que comungam de muito entre si. Haveria lugar a incontáveis correcções caso me propusesse lançar a minha versão sobre todos eles. Aquilo que sugiro, no entanto, é mais simples. Atentemo-nos na enorme massa de conhecimento que sustenta as nossa civilizações, e pensemos bem nos riscos que corremos cada vez mais ao adoptar o modelo virtual de armazenamento. Por várias vezes já me descobri na pensar na hipotética eventualidade de um desastre incomensurável e nas implicações que o mesmo teria na organização e sustentação das sociedades no campo do conhecimento. As novas tecnologias promulgam o conhecimento, dão-lhe acessibilidade contribuindo para uma menor necessidade de interiorização. No cenário que tracei, imagine-se a total abdicação da electricidade, por colapso. Como iríamos gerir a repentina perda de conhecimento que isso implicaria? Que dimensão teria o retrocesso civilizacional directamente associado à dissolução das fontes do saber dependentes da energia? Penso nisto não com o intuito lúdico de iludir-me do actual presente, mas com vista à reflexão sobre a forma como se processa o conhecimento e como se devem salvaguardar alguns aspectos que o impermeabilizem de percalços improváveis mas ainda assim possíveis. O conhecimento flui pelas teias de relacionamentos profissionais, amorosos, familiares ou amizades, mas em momento algum, sobre ele incide a posse alheia. Temos em nossas mãos o poder de gerar mais conhecimento em menor tempo útil, mas as mesmas ferramentas que são usadas para a obtenção dessas metas, podem apadrinhar, um dia num cenário desfavorável, uma inversão dessa tendência.
Ler mais...

Sobre a ética na ciência

Os grande projectos científicos, englobam, no seio dos investimentos que representam, estudos e pareceres legais e éticos sobre os assuntos em que se inserem, buscando estabelecer raios de intervenção cerceadores.
Seria um desgoverno completo avançar progressivamente para aprimoramentos do conhecimento sem que se fizesse sentir ou impor o freio resultante de reflexões racionais sobre os proveitos directos de cada pedaço de conhecimento face aos riscos a ele associados ou ao despoletar de focos potenciais de risco.
A psicologia alerta, porém, para um fenómeno muito comum nas actividades humanas, cuja descrição se identifica pela tendência humana para a projecção de expectativas em situações onde se exige neutralidade e ausência de emotividade.
Ainda que leigo na matéria, preocupa-me essa simultaneidade e dependência entre quem quer retirar proveitos das investigações que sustentam os projectos e quem tem de emitir um parecer ético e meramente racional sobre a mesma investigação.
Torna-se claro que a extrema complexidade e requisitos, que são e exigem, respectivamente, a ciência actual, conduzem a cenários onde o parecer ético mais consistente deveria chegar por parte do próprio cientista que investiga, pois só ele, por dedicar todo o seu tempo e atenção, conhece os meandros reais do seu trabalho. Este, porém, carrega em si a vontade de saber mais, o desafio de chegar mais longe, e como tal balanceia a ética do seu estudo com a vontade de que é portador, correndo o risco de eclipsar o propósito maior da ética, que é impedir o alcance de paradigmas que ameacem a natureza e o sentido de humanidade.
Dada a conjuntura em que nos encontramos, fértil na crise de valores, o maior desafio de quem faz ciência, a meu ver, é conciliar a obtenção de mérito científico com o reconhecimento da insustentabilidade de certas opções, pois não há mérito maior do que evitar o mal pela abdicação da descoberta da maldade.
Ler mais...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...