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Sobre as oportunidades de diferenciação

Passamos pelas oportunidades de marcar e mudar radicalmente a nossa vida todos os dias. Temos ao nosso dispor esse poder de decidir em que tipo de coisas investir, se naquelas que já conhecemos e nos conferem tranquilidade, se nas que nos são estranhas e podem diferenciar o rumo, conteúdo e signiicado da nossa vida.
Consegui introduzir uma forte diferenciação da minha vida este fim-de-semana, integrando uma equipa de formandos e formadores que condensou em três dias uma actividade colectiva notável, um esforço conjunto de superação notável.
Mudei radicalmente a minha vida ao integrar espontaneamente e conscientemente este grupo, basta pensar quantos não foram os que tiveram apenas mais um fim-de-semana e que ganharam em tranquilidade aquilo que consegui obter em diferenciação.
Discutia muito recentemente isto num círculo de colegas, o facto de a juventude crescer em demasia assente no conceito de estabilidade do que no conceito de diferenciação. É lógico que o medo de investir e optar por algo que nos é novo e suscita dúvidas existe. Mas a existir existe para todos. Os meus colegas não podem esperar que as suas vidas se resolvam favoravelmente por si, sem que sejam donos dos seus destinos.
Pela mesma mesa onde parei, me informei e esclareci minhas dúvidas, muitos outros passaram sem prestar qualquer atenção ou mesmo reparar que poderiam marcar e mudar radicalmente suas vidas caso respondessem à oportunidade que aquela mesa representava para o futuro do que poderão ser enquanto pessoas e profissionais.
A vida faz-se de constantes oportunidades e inoportunidades, cabendo-nos passar por elas e mergulhar nas que nos suscitem compatibilidade com os nossos objectivos.
Não podemos garantir à partida o local de chegada a que cada oportunidade nos levará, mas podemos apontar genericamente para um caminho e esperar e que a oportunidade faça a sua parte. Num mundo tão repleto de gente interligada só pela diferenciação nos fazemos notar, mas para isso, à segurança da tranquilidade temos de dizer “até já”. 
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Sobre os actuais locais de instrospecção

Atendendo à irrefutável carência de tempo que já se pode considerar uma característica da era em que vivemos, a introspecção tem vindo a perder o seu carácter de rotina estabelecida na vida das pessoas, para se espremer e encaixar algures num momento em que seja menos desconfortável e inoportuna.
Os locais de culto estão tornar-se inadequados porque as pessoas não têm tempo para ir a um desses sítios pensar na vida e no mundo que as rodeia.
Ao invés, nota-se cada vez mais que os grandes locais de culto das pessoas surgem pura e simplesmente aonde tenham de parar ou quedar-se por algum tempo. O trânsito é o principal responsável pela introspecção diária que se vai fazendo. Julgo que as pessoas, aprisionadas em filas perturbantes de veículos sem ter para onde ir, acabam por se ver reféns daquele embaraço logístico e como tal são obrigadas a fazer uma coisa que começa a ser contranatura: parar. Uma vez paradas, podem então fazer as suas introspecções. Os meios de transporte são, portanto, o principal local de culto dos tempos de hoje. Em verdade, uma larga fatia dos textos deste blogue corresponde a ideias que foram desencadeadas por introspecções nos transportes públicos.
As viagens são o grande aliado das pessoas para que consigam ter alguma apetência para se pensarem e se reflectirem cabalmente.
É que a chegada a casa é sinónimo de um rol de estímulos e tarefas a executar que levam ao adiamento por tempo indeterminado da introspecção caseira, e o que dizer da introspecção em locais de culto.
Permanece no entanto uma dúvida, que é a de se esclarecer se as pessoas estão tão introspectivas como dantes, quando tinham na sua rotina a ida aos locais de culto.
Talvez agora se assista a uma introspecção mais auto-didacta e menos orientada para determinados caminhos, o que é um voto de confiança na autonomia individual, mas que consiste num enorme desafio de coerência, imparcialidade e persistência. 
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Sobre a diferenciação das pessoas

Num primeiro momento, mediante certas perguntas acerca dos hábitos ou costumes, as pessoas tendem a convergir nas respostas. Gosta de ler, gosta de navegar na internet, gosta de ver televisão, gosta de cozinhar. Torna-se redutor perguntar meramente estas coisas às pessoas, pois a falta de novidade e originalidade assomará certamente a entrevista.
Sob a ilusão de que todas gostam do mesmo, as pessoas parecem banais. Há que explorar, então, aquilo que está implícito nas suas respostas, mas que não se revela por si: o que é que a pessoa lê, que site é que visita, de que programas, filmes ou séries é fã, ou ainda que pratos prefere cozinhar.
Estar ciente de que responder a estas questões apresentando apenas o mínimo, é revelar-se desinteressante, pode constituir um vector que leve a que se diga sempre um pouco mais do que o mínimo.
Em termos superficiais, as vidas das pessoas pouco diferem das nossas, sobretudo atendendo a que culturalmente as pessoas ficam niveladas nos seus gostos e preferências. Dizer que se estuda, que se trabalha, que sai à noite, que se passeia, que pratica desporto, que se vai às compras, nada vale no que remete para o acrescentar valor às conversas: para se ser diferente e cativante tem de se introduzir os elementos diferenciadores da nossa pessoa face à banalidade dessas informações.
Surgem por vezes na televisão cidadãos e cidadãs perfeitamente ignorantes desta matéria, que acham prestar um válido serviço ao país dando informações perfeitamente nulas de valor, respondendo secamente a perguntas e ficando à espera de novas questões para repetir este estilo de resposta.
Quer nas conversas diárias, quer em qualquer outro contexto, uma pergunta é um ponto de partida e oportunidade para mostrarmos quem somos, e isso só se consegue superando a neutralidade que a nossa vida pode parecer à custa da nossa incapacidade para a diferenciar. Temos em nós o poder de nos mostrarmos únicos, basta vencer a barreira do senso comum. 
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Sobre o investimento público

Quando se pensa em investir, ocorre-me pensar em algo abstracto, devido à significância da palavra ”investir”. Penso em investir como sendo a aquisição de competências, um curso de fotografia, de línguas, ou então como sendo movimentações financeiras.
Por outro lado, quando se adiciona um complemento e se chega à expressão “investimento público” tudo muda de figura. Entendo por investimento público uma coisa: construção civil. Infra-estruturas grandiosas ou construções locais para as comunidades, a saber hospitais, centros de saúdes, escolas, estradas, pontes.
Chamo a atenção para estas diferenças enormes que impedem, pelo menos a mim, de olhar para aquilo a que se chama investimento público e esperar que contemple investimento em formação, em novas aprendizagens, em abertura de perspectivas, em aquisição de métodos de trabalho e formas de pensar amplas e modernas.
Tudo isto me faz alguma confusão, sobretudo porque acho que o dinheiro vai demasiadas vezes para edificações, as quais não nego valor, mas das quais não dependemos tanto como o fazemos do capital humano.
Em tempo de escassez de emprego, investimento público é ajudar a resolver os problemas directos dos cidadãos, que não passam por uma ponte nova, um comboio rápido, ou um nova auto-estrada. As pessoas precisam que o estado invista nelas, dando-lhes formação para superarem as suas lacunas, e incentivando-as com programas de ensino e acção no sentido de avançarem para negócios alternativos, para criarem as sua pequenas empresas assentes em ideias específicas que possam ter, dando-lhes emprego por essa via e fazendo com que a economia não desmorone com o pessimismo generalizado e epidémico que de outro modo se gera.
Todos sabemos que as obras dão mais votos que outra coisa qualquer, essencialmente porque são comprovações físicas do trabalho e empenho dos governantes, mas o país precisa que se acorde para o novo investimento público, mais centrado no cidadão e não no betão.
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Sobre o espirro em sociedade




Sneeze - Poul Lange

* * *

No contexto social, a boa educação ensina que se adotem posturas e condutas específicas a cada evento, tornando-se tanto mais apuradas quanto mais formais forem as situações a que sejam postas em prática.

Se o riso, o bocejo, o arroto, o tom da voz, o léxico a usar ou o comportamento à mesa são tudo variáveis de relevo que interessa dominar para que a coerência seja mantida, existe uma variável que não citei, que acaba por ser muitas vezes de difícil controlo: o espirro.

Pela sua vertente espontânea, o espirro surge alheio ao contexto social e concretiza-se quase sempre da mesma forma, quer o cenário seja formal ou informal. Claro está que existem também maneiras de procurar contornar os efeitos de um espirro agressivo, como seja tapando a boca com um lenço, mas é difícil saber quando se vai espirrar e nem sempre há tempo para salvaguardar a situação desconfortável que lhe pode suceder.

O espirro traz consigo duas consequências passíveis de gerar intranquilidade: a saliva e ranho que pode ser expelido, sujando o rosto, mãos e roupa, e o odor que provoca talvez por constituir uma forte expulsão de ar pulmonar, ou mesmo devido aos fluidos que o acompanham. À saliva e ranho que os espirros potenciam para o exterior, deve somar-se eventuais resíduos alimentares que possam estar na boca ou início do esófago, agravando ainda mais os efeitos devastadores dos espirros no panorama social.

Para todos os que são clientes de placas dentárias, certamente uma fração mais idosa da população, os espirros são também uma ameaça para a estabilidade das suas dentaduras postiças, na medida em que pela sua força e energia, atentam contra a manutenção das mesmas no local correto da boca.

Pessoas muito educadas, muito corretas são por vezes vítimas do espirro, que em questão de segundos lhes criam situações dispensáveis mas para as quais a única solução é estar precavido. A única solução, de facto, é garantir sempre um lenço, o qual embora não elimine o problema consegue minimizá-lo.
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Sobre a colectividade

A terciarização inerente às actividades colectivas, leva a que a responsabilidade individual dê origem a um código ético que se propõe a gerir toda a colectividade dos actos, decisões, comportamentos, ocorrências.
Fui despertado para o conceito num documentário onde se falava na forma como as empresas, devido a serem pessoas colectivas, como se designam, acabam por contornar muita coisa devido ao seu anonimato ou corporativismos.
Na altura o exemplo dado foi o de uma empresa do ramo petrolífero, cujo presidente foi alvo de manifestações ecologistas à porta da sua residência, devido a recentes decisões da empresa. O presidente convidou os activistas a tomarem um chá e começaram a conversar, do qual resultou o reconhecimento de que o presidente, enquanto pessoa singular, era contra a o prejuízo da natureza por parte da empresa a que presidida, mas que ele, enquanto presidente, não tinha como sentir-se mal por atentar contra esta, dado estar a caminhar no sentido do sucesso da empresa.
Ora, recorri a esta imagem que comigo retive, para chamar a atenção da quantidade de pessoas colectivas, quer sejam empresas, instituições, comunidades ou associações, que existem no mundo e que por força dessa colectividade, se consegue desprover as pessoas do seu sentido crítico e dos seus valores pessoais, unicamente porque se fantasia a passagem para o colectivo, uma existência desumanizada. Tal máquina serve os propósitos individuais de quem a gere, mas garante que os crimes não sejam cometidos por pessoas, além de ser um artifício psicológico para que se façam asneiras e não haja sentimento de culpa.
Não quero carimbar este texto como uma mensagem anti-empresarial ou anti-sociedade, gostava sim de trazê-la para um domínio mais largo, no qual também se verifica. Todos fazemos parte de comunidades, que embora não o sejam formalmente, acabam por ser pessoas colectivas, no qual se depositam as esperanças e as culpas, a meu ver com uma utopia desmedida. A culpa e o sucesso, é de homens e mulheres, a eles o mérito, a eles a responsabilidade, a eles a pena.
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Sobre a desburocratização do divórcio

A desburocratização do divórcio tem estado na ordem do dia. O tema perturba, levando a reacções potenciadas por emoções, que garantem raciocínios menos ponderados.
Não estou por dentro das medidas do projecto-lei mas tentarei uma breve abordagem.
A meu ver, o Estado não tem de governar as relações que cada cidadão da nação venha a encetar. Vendo bem as coisas, há quem viva casado sem que conste formalmente tal casamento. Devem inclusive já ter morrido inúmeros cidadãos que constituem de casos de casamentos informais que duraram até à morte. Não se pode confundir o que é de facto o casamento, para que não se confunda o que é o seu rompimento.
O casamento é fruto de uma vontade individual que nada tem que ver com o Estado. O Estado entra depois na forma como colecta impostos, garante serviços e trata desses cidadãos e família que venham a constituir. Agora, casamento não é casamento apenas porque consta no registo civil formalmente, casamento é casamento porque as duas partes assim o sentem e entendem. Como tal, não vejo porque motivo o divórcio deva depender tanto do estado, acho, antes, que as pessoas não se devem refugiar nas dificuldades do processo de divórcio para não recorrerem a ele se assim o entenderem, como adultos que são.
A facilitação do divórcio é uma medida altamente democrática, pois transporta para o seio dos casais a liberdade e sobretudo a responsabilidade das decisões, que deixarão assim de estar presas pela lentidão do Estado e pelos custos económicos associados ao lograr um divórcio.
Além do mais, relação alguma se pode esconder por trás do casamento como garante de um meio de familiar. Em muitos a realidade familiar não se aplica, havendo hostilidades de parte a parte e valores estranhos aos desejáveis para o casamento. A liberdade não é só poder votar, a liberdade é poder decidir a vida sem cair no absurdo de julgar ter vida apenas porque algures num arquivo morto de um qualquer departamento diz que se é vivo. O divórcio resolve-se preferencialmente a dois, mas deve depender apenas de um para acontecer, nunca de 3. Entre marido e o mulher, nem o estado mete a colher, nem o elo que não quer, a pode tirar.
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Sobre os jornais gratuitos

A invasiva ofensiva dos jornais gratuitos no nosso país constitui um marco controverso nos compêndios da história da comunicação social.
Eu julgo que se já não havia grande espaço para tantos jornais e publicações periódicas nas bancas nacionais, a chegada dos jornais gratuitos só vem agravar tal crise de território. Num primeiro momento vejo toda a utilidade de se poder fazer jornalismo gratuito para o consumidor, removendo barreiras económicas, mas logo de seguida sou levado a crer que a remoção de barreiras económicas tem um preço: o preço de não ser importunado na rua, já para não falar na compreensível simplificação dos artigos publicados, embora nem sempre seja má tal ocorrência.
Não vejo grandes problemas no jornalismo gratuito desde que não retire qualidade de vida ao cidadão a que se destina. Como estou longe de sentir que tal condição é garantida acho o jornalismo gratuito um problema para a sociedade, sobretudo porque encerra em si mesmo um paradoxo, que é acabar por não ser gratuito, e como tal não crer que o preço a pagar seja justo.
Nas ruas, nas faculdades, nas filas de trânsito, e em outros locais possíveis, pessoas distribuem jornais a qualquer transeunte ou condutor que calhe de se encontrar com estes, num espectáculo que é tanto engraçado quanto menos repetitivo for.
Há também outra coisa, que é embuste que se publicita relativo ao número de leitores, já que nestes jornais gratuitos é costume constar o número de leitores. Desconfio fortemente destes dados porque se nos jornais vendíveis os leitores que o compram poderão ser mais facilmente garantidamente leitores, já com os jornais gratuitos o despacho de exemplares indiferentemente à vontade de leitura das pessoas e oportunismo da situação, está longe de garantir uma correspondência, sendo muitos daqueles supostos leitores, gente que simplesmente virou a esquina e os deitou fora.
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About music and personality

I found an article in a magazine in which were explored some recent results and ideas concerning to music preferences and its relation to the personality of each listener. The text made me reflect about the problematic tendency to assume linearity across matters so subjective as those including man and his choices.
It is a really danger floor the one of linearity, where the risk to fail or fraud keep a suspicious presence beyond the featured conclusions.
I am afraid we can not assume that a person who listen a particular style of music shows a specific personality because agreeing with that would conduct to the assumption that every person has a unique style of music, like a unique personality that is expected to have. To study relations between music styles and habits or incidence of illnesses or problems in life of listeners seems to be, in my opinion, a tricky work that tries to extract formal and serious conclusions from a net of complexity that is far from being just a question of photographing brains or treating statistical results towards a scientific result.
Maybe the investigators are not the responsible for that information based in linearity, but the journalists use the data available to sell articles that implicitly want to say that if you listen rock and jazz you are like this, or if you listen R&B and hip hop you are like that, leaving the reader free to think that if he wants to be like that instead of like this, he just needs to turn the tune and magically his life changes automatically.
Searching relations of the kind presented based in the scientific method can be very hard to do, but I think people must be very careful while interpreting the results and even more when extracting information from clues. Tendencies are not pure relations and that is the key for understanding that it is not fair to leave the readers thinking that maybe they are the same, with all the possible consequences.
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About radicalism

Every time I watch religious radicals on television, my upset grows in the same way my incomprehension does.
If we keep those images in our minds it is very probable that rather than trying to understand we will be conducted to a situation of combating violently such evil.
I believe that radicalism is far from being just a religious or political problem. Each person has a disposition to be radical in a specific type of questions. We can find it in football, in justice, in food preferences or in musical preferences, for example.
I don’t feel prepared to discuss the fundaments of radicalism, but my guess is that radicalism origins in one out of two possibilities. Firstly it can be a consequence of having no possibility to known different perspectives, like trying to think as if in the head of the opposite side. Secondly it is possible to justify radicalism as a consequence of being lazy in terms of searching and become instructed about the things in a more neutral way, what can be easily done if the search for knowledge centres in the opposite perspective of the same question. This second possibility is independent of interest, in that it resides uniquely in the will of subjecting the perspective defended to some contradictory discussion.
It is important to refer once again that we tend to see radicalism as a distant thing, only present in people seen on television. In fact, that is a result of having little sense about our own radicalisms. They are born small but can become a monster and destroy even the question that was in the base of its purpose, inasmuch it becomes an uncontrolled walk into somewhere sometimes worse than the initial problem.
Finally I want to say something about radicalism according to its effect on personality. Despite its badness, radicalisms define easily a person as a proper individual and not as a vulgar one in many, than the constant neutral behaviour.
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About the challenge of nudity

Our sense of nudity seems to be suffering a progressive change, as society evolves day by day to a higher tolerance of the nude state.
The tolerance is constructed based in personal experiences, that’s why new generations feel very comfortable showing some parts of he body that could easily shock their grandparents. The sense of nudity is a consequence of our ancient wearing traditions, that existed to protect against weather and dangers. I have serious doubts about if pre-historical populations had really the genital parts of their bodies covered, like I can find in primary school manuals.
I strongly believe that the coverage of the body with other purposes than the ones mentioned appeared as consequence of the change to a less animal life, so that sexual wild spirit could lose its constancy and open doors to different activities with no sexual connections at all.
What we assist now, after two motives to dress up, is a motive to undress: this thirsty-for-strong-impacts society faces nudity as a challenge. By putting in check the level of dignity, we are now reaching a natural limit of nudity. It is interesting at this point to clarify that when we accost nudity, our brains associate that word with sexual content, despite by nudity we should consider just an unsafe disposition of the body to what is external. That’s cultural.
Predictions are not a personal usual practice, but I suspect that by reaching this limit of nudity we can hardly go further without breaking the barrier of explicit. My guess for the future, if it is allowed to have one, is that our society will be tempted to attack a type a nudity that has no precedents is History, that is the mental nudity. With so intensive investigations in psychological activity and such hunger of technology for easir communication, that break private life, I think we will have courage to try to undress people brains, keeping the challenge on.
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About being a citizen of the world

When I started writing in this blog, I was trying to keep feeding my writing skills so that my ideas could be well organized and become public in the structured way I was intending to express them.
After many posts where I had opportunity to explore very different aspects and perspectives of either abstract or concrete subjects, I decided that it might be doubly interesting to open my words to the whole world, meaning this to start writing in English. This option, for a student of English as I am, is worthy to achieve higher levels of vocabulary and written expression.
The aim of choosing this title was to emphasize that my attitude is just an example of the globalization effects. In fact, my feeling of opening doors to world by writing in English is a proof that our minds, nowadays, are becoming more global and less restrict to our countries, cities or neighbourhoods. Of course that internet plays a fundamental role in all this changing.
I hope now more people can access this blog and be in touch with a perspective of a 20 year-old-chemical-engineering student, that far from wanting to impose his ideas has just an interest to share them with people searching for open discussions. Please feel free to comment and to criticize, I don’t feel comfortable when the answers are often favourable to my ideas.
I’ll try to keep with the diversity of subjects like I’ve tried to do while writing in Portuguese. For my readers in Portuguese language, my sincere wishes are that this structural changing in this blog don’t promote your disinterest. Feel serene, I will not stop Portuguese language. You’ve been good readers!
My final words are dedicated to my future errors. As mentioned, I’m just a student of English language, so mistakes are a consequence of my effort to improve and reach an acceptable quality.
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Sobre a televisão: educando pelo écran

Já reparei várias vezes que quando tento vender a ideia de que na diversão televisiva se pode e deve aprender alguma coisa, como no visionamento de um filme, sou confrontado com a posição de que o objectivo da diversão que se busca pode não ser compatível com essa tal aprendizagem. Isto tem muito a ver com a associação cultural dada à aprendizagem, como sendo algo maçudo, cansativo e entediante.
Ora sendo o meio televisivo uma via altamente especializada na comunicação sensível altamente aliciante, acho não é muito difícil estimular as aprendizagens pela via televisiva. Não será necessário explicar, antes referir, que a televisão é de facto uma peça privilegiada na transmissão de mensagens pelo que a sua utilização pedagógica é altamente valorizável. A título do que já existe, devo confessar que as telenovelas já conseguem introduzir mensagens pedagógicas e estimular aprendizagens pela inclusão de temas complicados como a droga ou os abortos, apresentando-os de forma nada aborrecida, no decorrer do enredo, sem penalização do espectador. Também nos filmes isso acontece de forma constante, com eventuais reflexões e estimulações de eventos históricos como guerras ou crises. Ao contrário de textos anteriores, não serve este para mostrar aquilo que está mal a meu ver. Ao invés disso, sirvo-me desta intervenção para louvar esse estilo pedagógico no universos televisivo, e para fazer votos publicamente para que mais tempo de antena e privilégio seja dado e conferido aos que procuram fazer da diversão um ramo possível para o conhecimento.
Um reparo final apenas para evitar confusões: quando me refiro a conhecimento, que não se pense, também, que estou apenas a incentivar programação do género de concursos de cultura geral, uma vez que o conhecimento a que me refiro, é sobretudo todo o conhecimento que não seja tanto na arte de catalogar e resgatar memória, mas sim o que se insere no âmbito do saber pensar e no que pensar.
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Sobre a televisão: o dever moral social

O apuramento da técnica e indústria televisiva empolou a sua diáspora e implementação, tendo contribuído para a criação de um espaço televisivo privilegiado do ponto de vista de visibilidade e alcance.
Tal alcance tem um valor acrescentado enorme, como comprovam os preços da publicidade nas horas de maior afluência aos canais, pelo que os anunciantes se digladiam por tempos de antena de grande repercussão.
Acontece que tal como estes, a própria televisão confere a si mesma um tempo de antena de igual poder comunicacional, não devendo descurar portanto a importância de preciosos minutos em que a transmissão de informação atinge o seu auge. O dever moral social, que escolhi como título desde texto, refere-se exactamente a essa importância que a televisão permite a si própria, e que deve conduzir a um respeito pelos conteúdos e pela transversalidade de público que tem.
Não é moralmente correcto que se abdique de certos esforços por agradar a todos, tal como não é moralmente recomendável que se despenda o precioso tempo de antena com massivos programas sem qualquer intuito cultural que não o de ocupar o tempo. A título que sugestão, gostaria que fosse criado um algoritmo de classificação quantitativa de conteúdos, a fim de que o consumir mais esquisito pudesse de facto constatar a linha de programação de determinada antena, ou seleccionar a grelha televisiva do seu interesse com base em mais parâmetros do que as sinopses, que conferem mais um traço descritivo do que escalar.
Julgo que a existir, semelhante estrutura de classificação, poderia quer determinar os níveis da televisão dentro de fronteiras, quer comparar a nossa televisão com a estrangeira, podendo até vir a servir de barómetro para a evolução do universos programático da televisão, apresentando-se então como uma ferramenta de forte utilidade para quem se interesse pela análise do dever moral e social a cumprir.
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Sobre a televisão: a virtude da comunicação


Sendo a comunicação um imperativo da espécie humana, acabam por se suceder, ao longo da história, os esforços imaginativos e tecnológicos com vista à concretização do aumento de facilidade de comunicação. A electricidade propulsionou uma série de novos dispositivos, dos quais a televisão hoje se emancipa como uma indiscutível mais-valia para a humanidade.


O ritmo, frequência e abundância de informação revolucionaram o mundo, acabando por haver conseguido imprimir um hábito na cultura de distintas sociedades. Fácil é de concluir que a televisão garantiu a ampliação de cultura não apenas em pontos outrora remotos, mas também em locais antagónicos do mundo de práticas, hábitos e tradições desconhecidas que assim se viram enriquecidos.

De facto, não podemos excluir a noção de que a televisão garante um comodidade tremenda a quem procura saber o mundo, sem abdicar do seu lar. A virtuosidade de podermos saber o que mais preocupa uma nação de distante geografia ou explorar um matagal praticamente inacessível cheio de brutez natural, são simbólicos exemplos de como a televisão é uma aliada do homem.

Aproveitando o tónico das virtudes, como não apontar o cinema, como um dos rebentos mais notáveis da descoberta da televisão, capaz de ficcionar, reflectir ou espelhar, múltiplas preocupações, emoções ou pensamentos comuns a legiões de pessoas? Há quem aponte o dedo ao aprisionamento ao sofá que a televisão confere. Os ingleses, por exemplo, chamam-lhe caixa estúpida. 

Eu, porém, acredito nas valências e vantagens da televisão, apontando o dedo a quem dela se serve, isso sim, para deturpar o sentido, significado, motivação e interesse de comunicar. É a velha questão de culpar determinado conhecimento ao invés de culpar quem dele retira proveitos perniciosos ou meramente interesseiros e como tal afastados dos propósitos naturais e imediatos que dele se podem extrair e usufruir.
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Sobre a religião: a impregnação da cultura

Vivendo hoje num mundo particularmente avesso a fixações culturais, fértil antes no confluir de perspectivas, práticas e tradições de que a globalização tratou de disseminar por todo o lado, questiono veemente o aprisionamento cultural ainda vivido em Portugal, onde a cultura está tão impregnada de religião, que é impossível não tropeçar nela.
Causa-me particular afrontamento a forma como é árdua a fuga a resquícios da religião. Gente que vive à margem da religião, efectivamente, parece ter de recorrer a ela para concretizar certas formalidades da vida, como o casamento ou sepultamento. De facto, embora existam formas alternativas de se fazerem as coisas, é absolutamente raro o caso de autonomia, sendo essa aparente dependência um obstáculo sintomático da forma como Portugal ainda é um estado aprisionado a uma Igreja. Esta situação é aliás previsível, se tivermos em conta que este país, comparado a outros, ainda é um paraíso monocultural, alheio às outras gentes do mundo, e como tal perspectivas diferentes.
Muitos poderão dizer que realmente só segue as práticas quem quer, mas a verdade é que noto vivermos num meio muito tradicionalista, muito adepto do arcaico, que se vê amarrado e servo de uma concepção única da vida, e da forma de estar do mundo.
Não há condições aliciantes à diversidade, há antes, uma cultura que marginaliza práticas alternativas. Ora religião e cultura não sendo sinónimos à partida, tocam-se exageradamente no contexto português, caindo numa esquizofrenia preocupante, quanto mais não seja pelo formato que páscoa e natal adquiriram em termos de sentido meramente económico e lúdico, conservando, contudo, as designações religiosas, ou pela maneira como os cidadãos menos ariscos a se assumirem, vão vivendo as vidas pincelando o seu percurso com momentos de fraca ou nenhuma prática religiosa e outros de conveniente recorrência à mesma.
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